21 de Agosto

Como os brasileiros se previnem em relação a DSTS ou gravidez indesejada?

Como os brasileiros se previnem em relação a DSTS ou gravidez indesejada?

Resumo

  • O preservativo masculino ainda é a opção de preferência, independente da faixa etária, e a pílula anticoncepcional vem em segundo lugar;
  • Em geral, a taxa de uso de um método acompanha o nível de conhecimento que a população tem sobre ele;
  • A população pesquisada escolhe métodos anticoncepcionais ou de prevenção a DSTs conforme sua opinião própria;
  • Na população amostral, as mulheres iniciam a vida sexual mais tarde que os homens.

Composição da amostra por gênero e faixa etária

Em agosto de 2016, o NZN Intelligence realizou uma pesquisa sobre os hábitos dos brasileiros em relação à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez indesejada, respondida de forma anônima com indicação apenas de gênero e idade. A pesquisa foi respondida por um público 50% masculino e 50% feminino, dividido nas seguintes faixas etárias:

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Iniciação sexual de homens e mulheres

Conforme a população pesquisada, as mulheres parecem iniciar a vida sexual mais tarde que os homens. Entre os 81% que afirmaram ter vida sexual ativa, a divisão por faixa etária se deu da seguinte forma:

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Popularidade dos métodos anticoncepcionais e de prevenção a DSTs

Para a análise dos resultados sobre popularidade e utilização dos métodos anticoncepcionais e de prevenção a DSTs, foram contempladas as faixas etárias mais relevantes estatisticamente (13 a 17 anos, 18 a 24 anos e 25 a 34 anos), que representam 96,1% das respostas, descartando-se aquelas provenientes de pessoas nas outras faixas (até 13 anos, 35 a 44, 45 a 54 e mais de 55 anos).

Questionados a respeito de quais métodos anticoncepcionais e de prevenção a DSTs eles já tinham ouvido falar, mesmo que não tivessem usado, os participantes apontaram principalmente o preservativo masculino, lembrado por 90,47% dos pesquisados, a pílula anticoncepcional (85,77%) e a pílula do dia seguinte (75,30%%) – mais de uma resposta era possível.

Ao cruzar esses dados com os métodos anticoncepcionais efetivamente utilizados pela parcela da amostra com vida sexual ativa (81% dos pesquisados), representada pela linha amarela no gráfico abaixo, verificou-se que a taxa de uso de um determinado método tende a acompanhar o nível de conhecimento que a população tem sobre ele, com exceção da injeção anticoncepcional e do coito interrompido:

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Como acontece a escolha do método

Em uma pergunta com múltiplas respostas possíveis, verificou-se que a população pesquisada escolhe seu método levando em consideração sua própria opinião (63%), a indicação médica (43%) e as explicações na escola (23%):

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Problemas relacionados ao uso de métodos anticoncepcionais ou de prevenção a DSTs

Quatorze por cento dos participantes da pesquisa relataram ter enfrentado problemas relacionados ao uso de algum método anticoncepcional ou de prevenção a DSTs.

Em uma pergunta aberta, foram citados problemas relacionados principalmente ao uso de preservativo masculino e de pílula anticoncepcional, que são os métodos mais utilizados.

Curiosidade: parceiro fixo x parceiros casuais

A parcela da amostra com vida sexual ativa respondeu a uma questão sobre a natureza de seus parceiros, se seriam fixos ou casuais, que permitia que as duas opções fossem marcadas.

A opção “parceiro fixo” foi marcada por 85% dos pesquisados, enquanto a opção “parceiros casuais” foi marcada por 18% – ou seja, 3% dos pesquisados mantêm relações tanto com parceiros fixos quanto casuais.

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Dentro desse grupo de 3%, todos estão na faixa etária de 18 a 24 anos. É interessante notar que 9,52% não utilizam preservativo masculino ou feminino e afirmaram já ter feito uso da pílula do dia seguinte.

* Esta é uma pesquisa que está em andamento, portanto os resultados apresentados tratam-se de um preview que consideramos interessante compartilhar.